Suno Asset concluiu operação de R$ 436 mi para aquisição de 20 usinas solares
- solaruxenergia
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Negócio adiciona 85,9 MWp de capacidade instalada ao portfólio do fundo, distribuídos em oito estados brasileiros.

A Suno Asset concluiu a aquisição de 20 usinas fotovoltaicas operacionais pelo Suno Energias Limpas (SNEL11), em uma transação que envolve a alocação de R$ 436 milhões e adiciona 85,9 MWp de capacidade instalada ao portfólio, distribuídos em 22 cidades de oito estados brasileiros.
O movimento inaugura uma nova fase operacional do fundo e materializa o plano de crescimento apresentado ao mercado após a 4ª oferta pública, que levantou mais de R$ 620 milhões para acelerar a estratégia de consolidação em geração distribuída.
Em conjunto, os ativos adquiridos apresentam Taxa Interna de Retorno Real (TIR) média líquida projetada de 14,1% ao ano, além de geração anual estimada de cerca de 154,4 mil MWh. Todas as usinas estarão totalmente operacionais e conectadas no momento da conclusão das operações, assegurando maior previsibilidade de receita, estabilidade de caixa e potencial de valorização do portfólio.
As aquisições estão alinhadas o mandato apresentado ao mercado durante a 4ª oferta pública do fundo, desenhada para converter rapidamente capital em ativos operacionais, com geração imediata de caixa e retorno ajustado ao risco. A estratégia prioriza a compra de usinas prontas, já conectadas e com contratos vigentes, reduzindo riscos de construção, ramp-up operacional e vacância, além de mitigar a chamada curva J típica de projetos greenfield.
“Encerramos a captação com uma tese muito clara: transformar rapidamente o capital levantado em ativos operacionais, de qualidade e com retorno ajustado ao risco. Essa primeira grande rodada de aquisições materializa exatamente essa estratégia”, afirmou o CIO da Suno Asset, Vitor Duarte. “São projetos com geração imediata de receita, boa diversificação regional e preços de entrada atrativos, o que permite crescer preservando valor para o cotista.”
Do ponto de vista geográfico, as aquisições ampliam e reforçam a diversificação do fundo, com ativos localizados nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco. Essa dispersão territorial contribui para reduzir riscos operacionais e regulatórios, além de ampliar a exposição do portfólio a diferentes mercados de consumo de energia no país.
O movimento ocorre em um momento de intensificação da consolidação no setor de geração distribuída, que reúne hoje milhares de pequenas e médias usinas em operação. O segmento passa por um processo acelerado de profissionalização, impulsionado pela restrição de crédito, pelo custo elevado de capital e pela busca por liquidez por parte de operadores independentes.
Nesse contexto, fundos listados com escala, acesso a funding e governança robusta tendem a atuar como consolidadores naturais do mercado. “A geração distribuída entrou em uma fase em que escala, acesso a capital e governança determinam quem consolida o mercado. Fundos bem capitalizados conseguem negociar melhor, estruturar transações mais eficientes e acelerar a profissionalização do setor”, disse Duarte.
Conforme a Suno, com capital pulverizado e mais de 60 mil cotistas, o SNEL11 opera sob um modelo de governança que impede a concentração de controle, preservando o alinhamento com os interesses dos investidores e a disciplina na alocação dos recursos. O regulamento estabelece critérios de aquisição, com foco em retorno ajustado ao risco, diversificação e previsibilidade de fluxo de caixa.
“O ciclo que se inicia agora traduz, na prática, o que apresentamos ao mercado na captação. Nosso objetivo é construir um portfólio robusto, diversificado e gerador de renda recorrente, sustentado por fundamentos operacionais sólidos e disciplina financeira”, conclui Duarte.



