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Geração de energia solar cresce 8,8% na primeira quinzena de abril

  • solaruxenergia
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Dados da CCEE mostram que a fonte fotovoltaica produziu 4.394 MWmed no período, ante 4.039 MWmed no mesmo intervalo de 2025.



A produção de energia solar das usinas fotovoltaicas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 8,8% na primeira quinzena de abril, registrando 4.394 megawatts médios (MWmed), ante 4.039 MWmed no mesmo período de 2025, mostra análise preliminar da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).


Conforme o levantamento, também houve incremento por parte das usinas térmicas, com avanço de 6,6%. Já as usinas eólicas e hidrelétricas apresentaram quedas de 5,6% e 3,7%, respectivamente. No total, a geração de energia no SIN foi de 74.269 MW médios, redução de 2,2% em relação ao igual período anterior.


Ainda conforme a CCEE, o consumo no SIN registrou queda de 1,8%, com o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) recuando 0,9% e o Ambiente de contratação Livre (ACL) caindo 3,2%.


Na análise regional, as maiores quedas ficaram com Maranhão (-7,7%), Pernambuco (-6,8%) e Piauí (-6,5%). Os maiores avanços ficaram Mato Grosso do Sul (8,4%), Amazonas (4,8%) e Rio de Janeiro e Espírito Santo (3,4%).


Entre os ramos de atividade, extração de minerais metálicos (8,1%), transportes (3,5%) e serviços (2,5%) apresentaram as maiores altas. Na outra ponta, veículos (-10,5%), têxteis (-10,2%) e telecomunicações (-9,1%) registraram as maiores quedas.


Consulta Pública 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou no dia 22 de abril a abertura de Consulta Pública (CP009/2026) que propõe aperfeiçoamentos regulatórios para tratamento de excedentes de energia e maior flexibilidade operativa na Rede de Distribuição. O objetivo é garantir a segurança operativa do SIN. 


A justificativa é que, diante de situações registradas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de situações recorrentes de excedentes de geração, sobretudo em períodos de baixa carga, exige a adoção de medidas operativas excepcionais, inclusive cortes de geração para a preservação da estabilidade do sistema. 


A proposta busca aperfeiçoar o arcabouço regulatório, de forma complementar, para reduzir riscos sistêmicos; conferir maior clareza às responsabilidades dos agentes; aumentar a eficiência e a previsibilidade dos processos de conexão, operação e fiscalização; e mitigar práticas irregulares que contribuem para o agravamento dos excedentes de energia.


A Consulta Pública trata, entre outros aspectos, do combate à alteração à revelia de micro e minigeração distribuída (MMGD), da sinalização de restrições sistêmicas, da flexibilização operativa por conexões temporárias e do aperfeiçoamento do Plano de Gestão de Excedentes. 


Como medida complementar, a Aneel fixou, em caráter emergencial, um prazo de 60 dias para realização de auditoria pelas distribuidoras, de casos potenciais de aumento de potência sem autorização.


O objetivo é avaliar as geradoras, prioritariamente aquelas caracterizadas como "minigeração distribuída", que alteraram as características técnicas originais das centrais geradoras MMGD, conectadas à rede.



 
 
 

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