Mais de 20,5 mil consumidores migraram para mercado livre de energia até novembro
- solaruxenergia
- 20 de jan.
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Setores de serviços e comércio lideram o crescimento, mostra levantamento da CCEE.

De janeiro a novembro, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 20.586 novos consumidores no mercado livre de energia. O ambiente permite escolher o fornecedor de energia elétrica, o tipo de fonte e negociar as melhores condições de contratação.
Ainda restrito aos consumidores conectados em alta tensão, o mercado livre de energia já tem data para chegar para todos os brasileiros. A Lei 15.269 permitirá que toda sociedade, incluindo residências, possam migrar para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), com um cronograma para consumidores de baixa tensão em até 24 meses para indústria/comércio e até 36 meses para residências.
Ao todo, o mercado livre de energia reúne mais de 82 mil unidades consumidoras, sendo responsável por aproximadamente 43% do volume total de eletricidade consumida no Brasil inteiro, percentual que uma década atrás alcançava pouco mais de 20%. Para a CCEE, o avanço reflete o amadurecimento do modelo e o benefício percebido pela sociedade, que passa a demandar um fornecimento mais flexível, competitivo e personalizado.
Setores de serviços e comércio lideram crescimento em 2025
Conforme o levantamento, empresas ligadas ao setor de Serviços foram as que mais aderiram ao mercado livre, com 6.478 novas unidades consumidoras entre janeiro e novembro deste ano, seguidas pelo ramo de Comércio (3.945). A análise regional mostra que o mercado livre continua ganhando capilaridade fora dos grandes centros.
O Nordeste recebeu mais de 3.370 novos consumidores entre janeiro e novembro, com destaque para Pernambuco, com 547 unidades e Bahia e Ceará com 837. Na região Centro-Oeste do país, a CCEE contabilizou mais de 2.000 novos entrantes, com o Mato Grosso reunindo 788 deles.
O Norte também migrou aproximadamente 2.000 unidades, sendo a maior parte no Pará. O Sudeste e o Sul continuam mantendo a maior base e, juntos, receberam mais de 14.000 consumidores, com destaque para o estado de São Paulo, com quase 6.000 adesões.







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